Ataque de submarino americano amplia guerra e deixa ao menos 87 mortos; tensão cresce em várias frentes
O conflito entre Estados Unidos e Irã ganhou um novo e perigoso capítulo nesta quarta-feira (4), após a confirmação de que um submarino norte-americano afundou uma fragata da Marinha iraniana no Oceano Índico, próximo à costa sul do Sri Lanka. Segundo autoridades internacionais, ao menos 87 tripulantes morreram.
A embarcação atingida foi identificada como a fragata IRIS Dena, que retornava ao Irã após participar de um exercício naval na Baía de Bengala, realizado entre os dias 18 e 25 de fevereiro. O navio havia feito escala em porto indiano antes de seguir viagem.
De acordo com o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, o ataque foi realizado por meio de um torpedo disparado por um submarino da Marinha americana. Em declaração oficial no Pentágono, ele afirmou que a operação foi deliberada e classificou a ação como uma resposta estratégica às movimentações militares iranianas.
“O navio operava em águas internacionais, mas representava parte da estrutura militar que estamos enfrentando neste momento”, declarou o secretário, sem detalhar qual ameaça imediata a embarcação oferecia.
Mortos, desaparecidos e operação de resgate
Autoridades do Sri Lanka confirmaram que equipes navais e aéreas foram mobilizadas após um pedido de socorro emitido pouco antes do naufrágio. Além dos 87 mortos já confirmados, dezenas de tripulantes permanecem desaparecidos. Parte dos sobreviventes foi levada para atendimento hospitalar no país asiático.
O ataque ocorreu fora da área tradicional de tensão no Golfo Pérsico, o que amplia o alcance geográfico da guerra e preocupa a comunidade internacional.
Reação iraniana e cenário atual
Até o momento, o governo iraniano não divulgou nota detalhada sobre o episódio específico, mas autoridades de Teerã já haviam prometido intensificar respostas militares contra forças americanas e israelenses na região.
Nas últimas horas, mísseis e drones foram lançados contra alvos estratégicos ligados aos EUA e seus aliados no Oriente Médio. O número de vítimas em diferentes frentes do conflito segue aumentando, embora os balanços oficiais variem.


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