O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), utilizou as redes sociais, nesta quarta-feira (4/3), para alertar sobre a classificação de Manaus no ranking nacional de crescimento de favelas. O parlamentar comentou dados divulgados pelo MapBiomas que mostram que a capital amazonense registrou o maior crescimento em extensão de áreas favelizadas no país quando comparada a outros territórios urbanos.
De acordo com o levantamento, a área ocupada por favelas em Manaus aumentou 2,6 vezes entre os anos de 1985 e 2024, colocando a Região Metropolitana de Manaus (RMM) com 11,4 mil hectares de áreas urbanizadas em favelas, a segunda maior do Brasil, atrás apenas de São Paulo (11,8 mil hectares) e à frente de Belém (11,3 mil hectares).
Roberto Cidade classificou o cenário como um alerta grave sobre a situação urbana da capital.
“O dado do MapBiomas é um alerta grave: Manaus tem hoje uma das maiores áreas de favelas do país. Isso mostra o fracasso de quem prometeu cuidar da cidade e deixou o problema explodir”, afirmou o parlamentar.
Segundo o deputado, o avanço desordenado dessas áreas reflete diretamente a ausência de planejamento urbano e políticas estruturantes voltadas à habitação e infraestrutura.
“Manaus virou líder em crescimento de favelas no Brasil. Isso é retrato de abandono. Quando falta planejamento, sobra ocupação irregular, alagamento e sofrimento para quem mais precisa”, destacou.
Para Roberto Cidade, os números reforçam a necessidade de políticas públicas voltadas ao planejamento das cidades, especialmente em regiões que enfrentam crescimento populacional acelerado.
“Manaus não pode viver à base de improviso. Manaus precisa de planejamento, respeito e solução de verdade. Uma cidade que cresce sem ordem acaba condenando o seu povo a viver sem qualidade de vida”, ressaltou Roberto Cidade.
O parlamentar também avaliou que o debate sobre urbanização precisa envolver diferentes níveis de governo e priorizar ações que garantam moradia digna, infraestrutura e segurança para as famílias que vivem em áreas vulneráveis.
O MapBiomas diz que as favelas brasileiras cresceram 92,3 mil hectares entre 1985 e 2024, quase triplicando de tamanho nesse período. A expansão dessas áreas ocorreu em ritmo superior ao crescimento geral das cidades, o que, segundo especialistas, intensifica desafios sociais, ambientais e urbanos.
Dados
Em novembro de 2024, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que das 392 Favelas ou Comunidades Urbanas encontradas no Amazonas, em 2022, 236 eram de Manaus, com 1.151.828 moradores. Ou seja, a maioria (55,81%) dos manauaras residia em favelas naquele ano da pesquisa.
Ainda de acordo com o IBGE, Manaus registrou, em 2022, 390.725 domicílios em favelas, o que representa 52,94% do total de moradias na capital.
Entre as 20 Favelas e Comunidades Urbanas mais populosas do país, oito estavam na região Norte, sendo seis delas, em Manaus (AM).
Assessoria de Comunicação: Michele Gouvêa
Foto: Herick Pereira


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