O presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, gerou polêmica internacional ao ameaçar impor uma taxação de 100% sobre exportações dos países membros dos Brics — Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul — caso avancem na criação de uma moeda comercial única. A proposta, liderada pelo presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva, busca reduzir a dependência do dólar e facilitar transações comerciais dentro do bloco.
Trump, por meio das redes sociais, classificou a ideia como uma afronta à hegemonia do dólar, dizendo que “os Brics não substituirão o dólar americano”. Especialistas alertam que as declarações marcam uma escalada no posicionamento dos EUA contra iniciativas que desafiem sua influência econômica global.
Desafios e impactos para os Brics
Hugo Garbe, economista, destacou que a viabilidade de uma moeda única entre os Brics dependeria de coordenação econômica, estabilidade fiscal e robustas reservas internacionais, fatores que variam amplamente entre os membros do bloco. Para o Brasil, a proposta exigiria profundas reformas econômicas, mas poderia facilitar o comércio ao reduzir custos cambiais.
Por outro lado, Garbe ressalta os riscos: possíveis barreiras comerciais, maior dependência de um ambiente global ainda dominado pelo dólar e limitações à política monetária doméstica.
Reação internacional
A retórica de Trump reflete a resistência de Washington a qualquer iniciativa que desafie sua hegemonia econômica. Natali Hoff, especialista em relações internacionais, destaca que a criação de uma moeda comum intensifica tensões políticas globais, especialmente considerando a dependência econômica de algumas nações dos Brics, como a China, dos Estados Unidos.
No entanto, Chrispin Phiri, porta-voz da África do Sul, esclareceu que o bloco discute a ampliação do uso de moedas nacionais no comércio e não a criação de uma nova moeda. Phiri enfatizou que a desdolarização não está no foco imediato do bloco, mas sim uma reforma no sistema financeiro internacional.
Perspectivas
Embora as ameaças de Trump tenham elevado a tensão, especialistas acreditam que medidas como a taxação total enfrentariam forte resistência interna nos EUA, dado o impacto econômico negativo para o próprio país. Para o Brasil, o avanço da proposta de moeda comum depende de negociações cuidadosas, evitando rupturas nas relações com os EUA.
A situação sublinha o papel central do dólar no comércio global e os desafios para qualquer tentativa de alterá-lo. No entanto, a postura dos Brics indica um esforço crescente por maior autonomia econômica, o que pode remodelar o equilíbrio de poder global nos próximos anos.
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(Foto de capa: Donald Trump – Alan Santos/PR)
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