Haras em Manaus registra nove mortes de cavalos por suspeita de intoxicação alimentar; Polícia Civil investiga o caso

Haras em Manaus registra nove mortes de cavalos por suspeita de intoxicação alimentar; Polícia Civil investiga o caso

O Haras Nilton Lins, em Manaus, já soma nove mortes de cavalos por suspeita de intoxicação alimentar. Seis mortes foram confirmadas neste domingo (5), após três casos registrados no sábado (4). A causa provável é a ingestão de uma toxina, possivelmente relacionada ao botulismo. Outros animais permanecem doentes, e um deles está em estado crítico.

A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) investiga o caso por meio da Delegacia Especializada em Crimes Contra o Meio Ambiente e Urbanismo (Dema). A Universidade Nilton Lins, responsável pelo haras, informou que, desde a identificação dos primeiros sintomas, adotou medidas para proteger os animais e conter a situação. Entre as ações realizadas estão o isolamento da área contaminada, troca dos insumos alimentares e reforço no atendimento veterinário.

A Agência de Defesa Agropecuária (Adaf) também atua na investigação. Técnicos e veterinários foram enviados ao local para coleta de material biológico e amostras do feno utilizado na alimentação dos cavalos, que está sendo analisado como possível fonte da toxina.

De acordo com Priscila Meneses, mãe de um dos donos de cavalos que vivem no haras, os veterinários informaram que a intoxicação foi coletiva e que os sintomas são compatíveis com botulismo. “O único tratamento possível é a aplicação de soro, mas não há garantias de sobrevivência. As cenas são tristes, grotescas e impactantes”, afirmou. Meneses também relatou que os corpos dos cavalos mortos teriam sido enterrados sem critérios sanitários, o que poderia agravar os riscos.

Botulismo: doença grave e letal

O botulismo é causado por uma toxina produzida pela bactéria Clostridium botulinum e pode ser letal para animais e humanos. A contaminação pode ocorrer por ferimentos ou ingestão de alimentos infectados. A toxina afeta o controle motor, causando paralisia muscular e insuficiência respiratória, que geralmente é a principal causa de morte.

A investigação segue em andamento para identificar a origem da intoxicação e evitar novas mortes no haras.

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