O Supremo Tribunal de Justiça da Venezuela (TSJ), alinhado ao governo de Nicolás Maduro, confirmou nesta quinta-feira (22) a reeleição do presidente nas eleições de 28 de julho. A decisão veio após uma auditoria das atas eleitorais, cuja divulgação foi proibida pelo TSJ, apesar das demandas da oposição e da comunidade internacional.
O tribunal também sancionou o candidato da oposição, Edmundo González, por desacato ao divulgar atas eleitorais paralelas que indicavam sua vitória. A decisão do TSJ, considerada inapelável, reforça o resultado anunciado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que também é controlado por aliados de Maduro.
A ONU criticou a falta de independência e imparcialidade do TSJ e do CNE. A auditoria das atas eleitorais foi realizada a pedido de Maduro, após contestação da oposição e de vários governos internacionais.
Com a decisão, a Corte, considerada um braço do chavismo no Judiciário, referendou —25 dias depois— o resultado da eleição anunciada pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE), o equivalente à Justiça eleitoral do país e também comandada por um aliado de Maduro. O CNE havia proclamado a vitória de Maduro no dia seguinte à votação, em 29 de novembro, e uma outra vez no início do mês. No entanto, as atas eleitorais não foram publicadas até o momento.
A oposição, liderada por María Corina Machado, repete o discurso de que venceu com 83,5% dos votos. O CNE, entretanto, afirma que Maduro obteve 51,95% dos votos, contra 43,18% de González.
Saiba mais:
- Líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, rejeita proposta de Lula;
- Governo Maduro bloqueia rede social X na Venezuela e aumenta tensão com Elon Musk;
- Quatro mortos e dezenas de feridos nos protestos contra Maduro na Venezuela;
Antes da sentença, o Conselho de Direitos Humanos da ONU afirmou haver “falta de independência e imparcialidade de ambas as instituições (TSJ e CNE)”.
A sentença é a conclusão de uma suposta auditoria que o Supremo fez com base nas atas eleitorais — documentos que registram os votos e resultados em cada local de votação da Venezuela — e a pedido do próprio Nicolás Maduro, após a oposição, a ONU e governos de diversos países contestarem a proclamação da vitória do presidente venezuelano sem a divulgação das atas.
O desfecho, porém, é alvo de questionamentos devido à falta de transparência. O Carter Center, um dos principais observadores das eleições venezuelanas, alegou não ser possível verificar a autenticidade do resultado do pleito.
Imediatamente após a decisão desta quinta-feira, o Conselho de Direitos Humanos da ONU (Organização das Nações Unidas) se manifestou sobre a credibilidade da justiça venezuelana.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Iranduba perto de ser referência ambiental com o Parque de Soluções Ambientais
Bingo gratuito, prêmios e shows ao vivo no Dia Internacional da Mulher no Shopping Grande Circular
Exposição “Aurum Amazônico”, abre nesta quinta-feira (5/3) no Museu da Cidade de Manaus
EUA entram diretamente em confronto com o Irã e afundam navio de guerra no Oceano Índico
Roberto Cidade cobra planejamento urbano diante de crescimento de favelas em Manaus
Prefeitura de Manaus reinaugura duas unidades de ensino na zona rural ribeirinha da capital