A Justiça Federal em Manaus detalhou, neste fim de semana, a participação dos três homens presos em flagrante com R$ 2,5 milhões em espécie, apreendidos dentro de uma mala em um shopping no bairro São José, Zona Leste da capital. Entre os detidos está o cabo da Polícia Militar Rayron Costa Bezerra, que, segundo a decisão judicial, teve atuação considerada de menor relevância e responderá ao processo em liberdade, sem fiança ou medidas restritivas adicionais.
Os outros dois investigados, Marcos Aurélio Santos da Cruz e Ruan Lima Silva, são apontados como os responsáveis diretos pelo saque do montante em nome de uma empresa suspeita de ser de fachada. A retirada do valor ocorreu em uma agência bancária localizada dentro do shopping, pouco antes da abordagem da Polícia Federal (PF), que investigava o caso a partir de denúncias sobre um possível esquema de lavagem de dinheiro.
Conforme a decisão da juíza Ana Paula Serizawa Silva Podedworny, da 2ª Vara Federal Criminal do Amazonas, Ruan e Marcos receberam liberdade provisória mediante cumprimento de medidas cautelares. Entre elas estão: pagamento de fiança — R$ 15.180,00 para Ruan e R$ 7.590,00 para Marcos —, comparecimento mensal à Justiça, proibição de se ausentar de Manaus (com exceção autorizada para Ruan ir até Manacapuru), além da obrigação de manter dados pessoais atualizados e participar de todos os atos do processo.
Para o policial militar Rayron Costa Bezerra, a juíza entendeu que ele atuou apenas na escolta do dinheiro e não participou da retirada dos valores. O cabo, que integrava a Casa Militar do Governo do Amazonas, teve liberdade concedida sem necessidade de fiança, mas segue obrigado a comparecer a todas as audiências. A magistrada ressaltou que o descumprimento de qualquer medida pode motivar decretação de prisão preventiva.
Os três foram detidos na quinta-feira (4), por agentes da PF, e passaram por audiência de custódia na sexta-feira (5). A prisão em flagrante foi homologada, mas o Ministério Público Federal (MPF) opinou favoravelmente à concessão da liberdade provisória, com base na análise preliminar dos fatos.
Durante a abordagem, os federais identificaram que a mala com os R$ 2,5 milhões estava sob posse do policial militar, que alegou estar de folga. A presença de um integrante da Casa Militar no transporte do dinheiro chamou a atenção dos investigadores, uma vez que esse efetivo atua prioritariamente em funções de segurança institucional. A Polícia Militar confirmou que o cabo foi afastado de suas funções operacionais e teve sua arma recolhida. O governo estadual também informou a exoneração dele da função de motorista da Casa Militar.
A investigação apontou ainda que a empresa vinculada ao saque possui capital social de apenas R$ 10 mil e foi registrada recentemente como comércio varejista de artigos de papelaria. A firma, segundo apuração inicial, compartilha endereço com uma rede de colchões que atua no estado, o que levantou suspeitas de que se trata de uma empresa de fachada.
A Polícia Federal solicitou a quebra de sigilo dos celulares apreendidos com os suspeitos. O pedido será analisado pelo Ministério Público Federal, que conduz o acompanhamento do inquérito. A defesa dos envolvidos não foi localizada até o momento.
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