A Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) prendeu na noite desta terça-feira, 12, o jornalista e empresário Alex Mendes Braga, proprietário de um site de notícias local, após a emissão de um mandado de prisão temporária, válido por 30 dias. Braga é acusado de uma série de crimes graves contra uma parente de sua ex-mulher, incluindo estupro, coerção de aborto, violência psicológica, ameaça e perseguição.
A operação, conduzida pela Delegacia Especializada em Crimes Contra a Mulher (DECCM), ocorreu na Avenida Mário Ypiranga, no bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul de Manaus. A prisão temporária foi autorizada pelo Tribunal de Justiça do Amazonas após meses de investigação e diligências que mobilizaram as autoridades, devido à gravidade das acusações e à falta de colaboração do investigado com a Justiça.
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Histórico do caso e diligências
Em outubro deste ano, a delegada Patrícia Leão, titular da DECCM, solicitou à Justiça a prisão preventiva do jornalista, considerando o histórico de acusações e os indícios apresentados. Na época, porém, o pedido foi negado, o que levou à realização de uma busca e apreensão no endereço de Braga. Durante essa operação, as autoridades determinaram que ele utilizasse uma tornozeleira eletrônica como medida preventiva, visando monitorar seus movimentos.
Apesar dessa tentativa de controle, Alex Braga não compareceu à Justiça nem aderiu ao uso da tornozeleira. A ausência prolongada e a alegada resistência em cooperar motivaram o novo mandado de prisão temporária, cumprido na terça-feira.
Acusações e contexto
As acusações enfrentadas por Alex Braga incluem abuso físico, psicológico e coerção. Segundo fontes ligadas à investigação, a vítima – prima de sua ex-mulher – relatou episódios recorrentes de violência e ameaças, mencionando que Braga exercia pressão psicológica constante e praticava atitudes ameaçadoras para manter controle sobre ela
A investigação também apura denúncias de perseguição à vítima. Esses fatores contribuíram para a decisão de solicitar a prisão temporária.
Com a prisão temporária, a Polícia Civil busca agora aprofundar as investigações, ouvindo mais depoimentos e coletando provas adicionais para que a Justiça possa determinar os próximos passos. A delegada Patrícia Leão destacou que os 30 dias de detenção permitirão uma análise mais detalhada do caso, podendo culminar na transformação da prisão temporária em preventiva, caso as evidências sustentem as acusações.
O advogado de Alex Braga, cuja identidade não foi divulgada, informou que seu cliente nega veementemente todas as acusações, e que recorrerá à Justiça para garantir sua liberdade provisória, argumentando que os supostos crimes são infundados e que Braga é vítima de perseguição.
Autoridades locais afirmam que o trabalho realizado pela DECCM e pela Polícia Civil reflete o compromisso em não tolerar violência contra a mulher, independentemente do status ou influência social do acusado.
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Foto: Reprodução


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