O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM), por meio do Centro de Apoio Operacional às Promotorias da Infância e Juventude (CAO-IJ), adotou uma série de medidas articuladas após o episódio de violência que resultou na morte do adolescente Fernando Vilaça da Silva, em 5 de julho de 2025, em Manaus. A atuação visa oferecer acolhimento às vítimas e prevenir a repetição de casos semelhantes no ambiente escolar e comunitário.
Com base no episódio, os familiares do adolescente foram encaminhados ao Núcleo de Acolhimento às Vítimas de Crimes e Vulneráveis (Naviv/Recomeçar) do MPAM. Eles receberão atendimento psicológico, apoio social e orientação jurídica básica. A equipe técnica do núcleo acompanhará a família por meio de escutas especializadas, visitas domiciliares, inserção em grupos de apoio e atendimento social contínuo, oferecendo suporte emocional e fortalecendo os direitos e a autonomia dos envolvidos.
Em paralelo, diante do impacto coletivo gerado pelo ocorrido, o MPAM também mobilizou o Núcleo Permanente de Autocomposição (Nupa) e acionou o Projeto Escola em Paz para atuação direta na escola onde estudavam tanto a vítima quanto os demais adolescentes envolvidos. As ações incluem rodas de conversa com estudantes, escutas com os gestores, práticas restaurativas com professores e oficinas voltadas à prevenção da violência e ao fortalecimento dos vínculos comunitários.
“As medidas adotadas pelo Ministério Público visam proteger integralmente crianças e adolescentes, com especial atenção às vítimas e seus familiares. Um caso como este exige sensibilidade, escuta e ação articulada. É preciso cuidar da dor dos que ficaram, apoiar a escola na reconstrução de um ambiente seguro e agir com firmeza para que tragédias como essa não voltem a se repetir”, declarou a promotora de Justiça Romina Carmen Brito Carvalho, coordenadora do CAO-IJ.
Com atuação diligente, o MPAM reafirma sua missão institucional de garantir direitos, promover a responsabilização adequada e fortalecer redes de proteção em todos os âmbitos — pessoal, escolar e comunitário —, com base nos princípios da dignidade humana, da escuta ativa e do cuidado com os mais vulneráveis.
O caso
O adolescente de 17 anos morreu após agressão sofrida no bairro Gilberto Mestrinho, zona leste de Manaus. Apesar de ter sido socorrido e encaminhado aos hospitais e prontos-socorros Dr. Aristóteles Platão Bezerra de Araújo e Dr. João Lúcio Pereira Machado, Fernando não resistiu aos ferimentos.
(Texto: Sofia Lourenço. Foto: Freepik)
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