Diante do aumento exorbitante no preço dos ingressos para a edição 2026 do Festival Folclórico de Parintins, o Ministério Público do Estado do Amazonas (MPAM) emitiu pedido de tutela cautelar de urgência para a suspensão da venda. Os reajustes nos valores ultrapassam 200% em diversos setores, em comparação com os do ano anterior.
No despacho, de autoria das promotoras de Justiça Sheyla Andrade dos Santos, titular da 81° 81ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa do Consumidor (Prodecon), e Marina Campos Maciel, da 3ª PJ de Parintins, destaca-se a prática abusiva na venda avulsa (arquibancada especial), com o ingresso diário sofrendo um acréscimo de 82,9% por noite. Ao todo, as três noites de espetáculo totalizariam um aumento injustificado de 248,70%.
A iminência do início das vendas, marcado para as 10h da próxima sexta-feira (07/11), justifica a urgência da medida.
De acordo com a tabela de comparação de valores de 2025 e 2026, enquanto, neste ano, o ingresso avulso (um dia) mais barato custava R$ 500 e o passaporte para três dias de evento custava R$ 1.440, na próxima edição, o ingresso avulso custará R$ 1 mil e o passaporte R$ 3 mil — respectivamente, aumentos de 81,8% e 108,3%.
A ausência de qualquer tipo de divulgação de justificativas sobre os reajustes caracteriza, em tese, prática abusiva segundo o art. 39 do Código de Defesa do Consumidor.
A promotora de Justiça Sheyla Andrade dos Santos, titular da 81ª Prodecon, ressaltou a necessidade de transparência por parte da empresa, sendo essencial que forneça esclarecimentos que justifiquem os aumentos tão significativos. “Consideramos essa prática abusiva, então o Ministério Público está buscando essa informação para que o consumidor não se sinta lesado”, declarou a promotora.
Os artigos 6 e 39 do Código de Defesa do Consumidor estabelecem informação clara, precisa e adequada sobre produtos e serviços como direitos básicos do consumidor, abrangendo diversos aspectos como quantidade, características e riscos. O código assegura ainda a proteção contra publicidade enganosa ou abusiva, métodos comerciais desleais e cláusulas contratuais abusivas, além de vedar o consumidor de práticas que se aproveitam da vulnerabilidade dos consumidores.
Dessa forma, o Ministério Público pede a suspensão imediata da comercialização dos ingressos até que a empresa responsável, a Amazon Best Turismo e Eventos Ltda., apresente e divulgue publicamente as justificativas econômicas e financeiras que embasaram os reajustes. O descumprimento da medida implicará em multa diária no valor de R$ 50 mil. Outro pedido é para que seja retirado do ar, imediatamente, qualquer plataforma de venda online dos ingressos para o evento.
(Texto: Graziela Silva. Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)
➡️Mais sobre Entretenimento, você encontra aqui.
📲Acompanhe o Igarapé News nas redes sociais.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Prefeitura de Manaus cria nova via na zona Norte e amplia alternativas de tráfego com aplicação de 480 toneladas de asfalto
Irã descarta negociações com os EUA e reforça postura de resistência em meio à escalada do conflito
Roberto Cidade cobra providências urgentes para garantir normalização da energia elétrica em São Gabriel da Cachoeira
Estudantes da rede municipal participam de aula do projeto Academia Ambiental com vivências práticas na natureza
Roberto Cidade fortalece agenda social com aprovação de projetos sobre saúde mental e prevenção de acidentes com plantas tóxicas
Manaus encerra participação na ‘Pesca & Cia Trade Show’ com grande movimentação e fortalecimento da pesca esportiva