A Receita Federal tem intensificado a fiscalização das movimentações financeiras no Brasil, com foco especial no uso do Pix, o sistema de transações instantâneas implementado pelo Banco Central. Embora o Pix tenha sido amplamente adotado por pessoas físicas e jurídicas, muitos microempreendedores individuais (MEIs) ainda não estão cientes das implicações que o uso desse sistema pode ter.
O que mudou com o Convênio ICMS Nº 166
Com a publicação do Convênio ICMS Nº 166, todos os bancos e instituições financeiras são obrigados a relatar as operações financeiras, incluindo aquelas feitas via Pix, através da Declaração de Informações de Meios de Pagamento (DIMP) à Receita Federal. Essa exigência visa aumentar a vigilância sobre o faturamento empresarial, que para os MEIs, não deve ultrapassar os R$ 81 mil anuais.
Leia também:
- Mais de 1 milhão de MEIs ameaçados de exclusão do Simples Nacional
- Prazo para resgatar dinheiro esquecido no Banco Central termina nesta quarta-feira (16)
- Inscrições para concurso dos Correios vão até o dia 28 de outubro
Riscos de exceder o limite de faturamento
A Receita cruza as informações fornecidas pelo CNPJ e CPF para verificar possíveis discrepâncias. Caso o limite de faturamento seja excedido, a empresa pode ser desenquadrada da categoria de MEI, enfrentando acusações de evasão fiscal e graves sanções. Para evitar esses problemas, é fundamental que os MEIs gerenciem suas transações financeiras com cuidado e precisão.
Separação de contas e notas fiscais
Para mitigar riscos, é essencial que os MEIs façam uma distinção clara entre suas finanças pessoais e empresariais. Manter contas bancárias separadas é uma prática recomendada para facilitar o controle. Além disso, é crucial que toda transação ligada ao CNPJ seja registrada corretamente e confirmada na Declaração Anual do Simples Nacional (DASN-Simei). Como o Fisco já tem acesso às informações das transações realizadas via Pix, cartões de crédito e débito, ele pode facilmente cruzar esses dados com as notas fiscais emitidas.
Importância de registrar todas as transações
A não emissão de notas fiscais nas transações envolvendo o Pix pode caracterizar sonegação fiscal, sujeitando o MEI a multas por descumprimento de obrigações acessórias e ao pagamento de impostos atrasados. Para empreendedores, a recomendação é clara: monitorar e registrar todas as transações cuidadosa e diligentemente.
📲Acompanhe o Igarapé News nas redes sociais.
(Foto de capa: Divulgação Internet)


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Festa “Black and Groove” apresenta seis DJs nesta sexta, em Manaus
Meditação, ioga, reiki e auriculoterapia são ofertados em 80 unidades básicas de saúde em Manaus
SUS oferecerá teleatendimento em saúde mental para pessoas com compulsão por apostas
CMM recebe família de criança vítima de erro médico e reafirma compromisso com a busca por justiça
Bloco da Pimentosa 2026 será realizado em 10 de janeiro no Sesi Clube do Trabalhador, em Manaus
Governo promete renovação automática da CNH para bons condutores e avalia eliminar exame psicológico