O período de estiagem e as altas temperaturas colocam o meio ambiente de Manaus no centro das atenções. Com a redução das chuvas e o aumento do calor, cresce também o risco de queimadas urbanas, incêndios em áreas de vegetação e problemas relacionados à qualidade do ar.
Diante desse cenário, a Prefeitura de Manaus reforçou as ações de prevenção e combate às queimadas na capital. As medidas incluem monitoramento de focos de calor, fiscalização em áreas consideradas críticas e campanhas de conscientização para evitar a queima irregular de lixo e vegetação.
Tecnologia ajuda no monitoramento
Entre as estratégias adotadas pelo município está o uso de drones equipados com sensores térmicos para identificar precocemente possíveis focos de calor. Equipes também realizam rondas e ações educativas em regiões com histórico de ocorrências.
A Prefeitura alerta que a queima de resíduos e de vegetação pode provocar incêndios de maiores proporções, além de contribuir para a poluição do ar e causar impactos à saúde da população.
Amazonas em alerta para mudanças climáticas
O cenário também preocupa em nível estadual. Em junho, o Governo do Amazonas declarou, de forma preventiva, estado de emergência climática e ambiental diante das projeções relacionadas ao fenômeno El Niño 2026/2027.
O decreto considera a possibilidade de redução das chuvas, aumento das temperaturas, prolongamento da estação seca, diminuição dos níveis dos rios e elevação do risco de incêndios florestais na Amazônia.
Em agosto, o Ministério Público de Contas do Amazonas também alertou para a combinação de estiagem, calor extremo, incêndios, fumaça e redução dos rios. Dados citados pelo órgão apontavam 960 focos de calor no Amazonas até 21 de agosto, número superior ao registrado no mesmo período de 2025.
População pode ajudar na preservação
A prevenção depende também da participação dos moradores. Evitar queimadas, não jogar lixo em terrenos e áreas de vegetação e descartar corretamente resíduos são atitudes que contribuem para reduzir os impactos ambientais durante o período mais seco.
Além disso, a população deve ficar atenta à fumaça e aos focos de incêndio e comunicar situações de risco aos órgãos responsáveis.
Com o avanço do verão amazônico, a preservação das áreas verdes, dos igarapés e dos recursos naturais de Manaus se torna ainda mais importante. A união entre poder público e população é fundamental para reduzir os danos provocados pelas queimadas e proteger o meio ambiente da capital amazonense.
Foto: Internet


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