Formalização do trabalho atinge recorde em 2025, aponta IBGE

Formalização do trabalho atinge recorde em 2025, aponta IBGE

Pesquisa PNAD Contínua, divulgada nesta quarta (23/9) pelo IBGE, mostra trajetória crescente de empregos com carteira e empreendedores com CNPJ. No empreendedorismo, mulheres que chefiam negócios contratam mais que os homens

Percentual de trabalhadores formais chegou ao maior nível da série histórica da PNAD Contínua; mulheres também apresentam maior proporção de negócios registrados

A formalização do mercado de trabalho brasileiro atingiu, em 2025, o maior percentual da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), iniciada em 2012. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira (23/9).

O avanço considera trabalhadores com carteira assinada e pessoas que atuam por conta própria ou como empregadores com empreendimento registrado no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ).

Entre os empregados do setor privado com carteira assinada, a participação chegou a 37,8% da população ocupada em 2025, acima dos 37,4% registrados em 2024. O contingente alcançou 38,9 milhões de trabalhadores, o maior número da série histórica.

Apesar do crescimento recente, o percentual ainda está abaixo do pico registrado em 2014, quando 40,2% dos trabalhadores ocupados estavam no setor privado com carteira assinada.

Formalização entre empreendedores

O movimento de formalização também avançou entre empregadores e trabalhadores por conta própria com registro no CNPJ.

Segundo o IBGE, essa parcela passou de 33,0% em 2023 para 33,6% em 2024. Em 2025, chegou a 35,0%, o maior percentual desde o início da série histórica, quando o indicador era de 24,0%.

Os dados mostram ainda diferenças entre homens e mulheres. Em levantamento do IBGE sobre empreendedores, as mulheres apresentaram maior proporção de registro no CNPJ tanto entre empregadoras quanto entre trabalhadoras por conta própria. Em 2024, 84,4% das mulheres empregadoras tinham CNPJ, contra 78,1% dos homens. Entre os trabalhadores por conta própria, o registro alcançava 27,8% das mulheres e 24,6% dos homens.

Mercado de trabalho

A PNAD Contínua acompanha as características da força de trabalho brasileira e produz indicadores sobre ocupação, desemprego, formalização e outras condições do mercado de trabalho. A pesquisa passou a ser realizada em caráter definitivo em todo o país a partir de 2012.

Os números divulgados pelo IBGE mostram que a formalização vem avançando nos últimos anos, tanto entre trabalhadores com carteira assinada quanto entre empreendedores que registram seus negócios.
Foto e  Divulgação:
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