Um grupo de 405 profissionais selecionados para o Programa Mais Médicos participa, em Brasília, de treinamento para atuação nas unidades de atenção básica em diferentes regiões do Brasil. Entre os participantes, 58 profissionais que vão trabalhar em comunidades indígenas na Amazônia, recebem capacitação com o médico de Saúde e Comunidade, Luiz Otávio Bastos, professor da Afya Faculdade de Ciências Médicas de Manacapuru. O treinamento começou no dia 17 deste mês e segue até 11 de abril.
O propósito do governo federal com o Programa Mais Médicos é melhorar o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS) em regiões mais carentes. O programa leva médicos para áreas prioritárias, remotas, de difícil acesso e com alto índice de vulnerabilidade, onde há escassez ou ausência desses profissionais.
“O treinamento é fundamental, porque muitos deles não conhecem todos os protocolos do Ministério da Saúde, nem a realidade da atenção básica e da saúde indígena. É preciso apresentar como funciona o trabalho nesses territórios e discutir questões interculturais”, explica o médico da Afya de Manacapuru, Luiz Otávio Bastos.
Segundo o médico, durante a capacitação, os profissionais têm aulas sobre o funcionamento da rede de saúde, o SUS e também sobre a Política Nacional de Atenção Básica. Para os profissionais que vão atuar nas comunidades da Amazônia, o treinamento dispõe de conteúdos sobre condições clínicas comuns que acometem a população indígena, como malária, tuberculose e hanseníase.
Também são abordados temas como saúde da mulher, pré-natal e planejamento familiar. Os médicos recebem uma formação que inclui conteúdos sobre a Política Nacional de Atenção à Saúde dos Povos Indígenas.
“A atuação nas comunidades exige preparo. Além das questões clínicas, é necessário compreender e respeitar as práticas tradicionais de saúde desses povos. O trabalho das equipes deve reconhecer a eficácia da medicina indígena, como preconiza a política nacional voltada a esses territórios. Por isso, esse grupo recebe uma formação com organização de conteúdo específica, ministrada por médicos que conhecem essa realidade”, afirma Luiz Bastos.
Ao final da formação em Brasília, os profissionais que vão atuar nos estados da Amazônia também participarão de uma nova etapa de capacitação, promovida pelos Distritos Sanitários Especiais Indígenas (DSEI), diretamente nos respectivos municípios em que estarão lotados. A orientação tem como foco a realidade de cada território.
O médico Luiz Otávio reforça, ainda, a importância da formação de médicos nos municípios do Amazonas, uma vez que esses futuros profissionais terão conhecimento prático sobre a cultura e saúde dos povos indígenas. “A Afya está desempenhando um papel essencial na formação de médicos no interior, preparando profissionais para atuar em diferentes realidades. Capacitar médicos que vão trabalhar em comunidades remotas contribui diretamente para o fortalecimento da saúde pública nessas localidades, garantindo atendimento de qualidade para a população”, comenta.
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