O deputado estadual Roberto Cidade (UB), presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), é coautor do Projeto de Lei nº 359 de 2024, que visa instituir a Política Estadual para o Manejo Sustentável e Plantio da Palmeira do Babaçu (Orbignya martiana). O projeto, originalmente proposto pelo deputado Sinésio Campos (PT), busca identificar e delimitar áreas propícias para a extração e produção de babaçu, garantir a qualidade da palmeira e seus derivados, e promover a comercialização e o consumo dos produtos.
“A exploração do babaçu já é uma atividade econômica relevante em estados como Maranhão, Piauí e Ceará. Dado o nosso potencial no Amazonas, é crucial aproveitarmos essa fonte de renda para a economia regional. Contudo, é essencial fazê-lo de maneira organizada para evitar danos. De acordo com o texto-base deste PL, estima-se que o Amazonas possua mais de 20 milhões de hectares de babaçu”, afirmou o deputado Roberto Cidade.
Espera-se que a criação da Política Estadual de Incentivo ao Babaçu estimule a produção agrícola familiar, reduza a pobreza e a desigualdade social, contribua para a preservação da biodiversidade da região e mantenha os modos de vida das comunidades tradicionais. Além disso, impulsionará o comércio local e a geração de emprego e renda.
“O deputado Sinésio é o autor principal desse projeto e tem levantamentos que indicam que a cultura do babaçu pode beneficiar milhares de famílias com trabalho, emprego e renda, além de fortalecer a economia dos municípios de Boa Vista do Ramos, Barreirinha, Urucurituba, Maués e Canutama”, destacou Roberto Cidade.
São considerados derivados do babaçu, para os efeitos desta política, a amêndoa, a farinha, o óleo, a casca e produtos industrializados que contenham farinha ou óleo de babaçu.
Babaçu
O babaçu é uma palmeira nativa das regiões Norte e Nordeste do Brasil, pertencente à família das palmáceas (Arecaceae). Seus frutos drupáceos possuem sementes oleaginosas e comestíveis, das quais se extrai um óleo utilizado na alimentação, em medicamentos e na produção de biocombustíveis.
A amêndoa contida no fruto é o principal produto extrativo do babaçu. Contudo, suas folhas e palhas são usadas para cobertura de casas, cestas e outros objetos artesanais; o caule serve como adubo e material para construções; a casca do coco é transformada em carvão vegetal; o mesocarpo é usado na produção de mingau para nutrição infantil; e a amêndoa fornece óleo e azeite, empregados principalmente na alimentação, como combustível e lubrificante, e na fabricação de cosméticos, fitoterápicos e produtos de higiene pessoal.


ÚLTIMAS NOTÍCIAS
Roberto Cidade destaca importância da valorização das mulheres durante encerramento da Semana da Mulher, na Aleam
Diretor de escola da Prefeitura de Manaus vence etapa estadual do Prêmio Educador Transformador com projeto de escuta e inclusão na EJA
TranspoAmazônia 2026 – III Feira e Congresso Internacional de Transporte e Logística
Amazonas Óleo, Gás & Energia 2026 destaca expansão do mercado de gás natural
Desafio Liga Jovem 2026 – Abertas as inscrições da maior olimpíada de empreendedorismo do país
Prefeitura de Manaus reabre inscrições para o ‘Minha Casa, Minha Vida’