O nível do Rio Negro em Manaus registrou uma queda significativa de 1,08 metros nos primeiros 12 dias de agosto, atingindo 23,87 metros nesta segunda-feira. Este fenômeno é um indicativo preocupante de uma seca severa prevista para este ano, que pode ser ainda mais intensa do que a enfrentada em 2023, quando o rio atingiu seu nível mais baixo em 120 anos.
A situação já levou o governo do Amazonas a decretar estado de emergência em 20 municípios. Em Envira, na fronteira com o Acre, cerca de 11 mil pessoas estão sofrendo com o desabastecimento de água e o aumento dos preços de itens essenciais. A seca também está afetando a navegação nos rios da região, com a Marinha do Brasil monitorando trechos críticos onde embarcações enfrentam dificuldades.
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Em Itacoatiara, a passagem do Taboacal é um dos pontos mais críticos, e dois portos provisórios estão sendo construídos para facilitar a passagem de navios de carga. O Rio Solimões também apresenta uma queda acentuada, com níveis de água diminuindo quase dois metros em Tabatinga e 1,84 metros em Coari desde o início de agosto.
A previsão de uma seca severa em 2024 traz à tona a necessidade urgente de medidas de mitigação e adaptação para enfrentar os desafios climáticos. A população do Amazonas, especialmente nas áreas rurais, precisa de apoio contínuo para lidar com os impactos da estiagem, que afeta não apenas o abastecimento de água, mas também a economia local e a saúde pública.


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