O presidente da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), deputado estadual Roberto Cidade (UB), determinou a sua equipe o encaminhamento de requerimento à concessionária Amazonas Energia para cobrar providências imediatas diante da constante falta de energia elétrica em São Gabriel da Cachoeira (a 852 quilômetros de Manaus).
Roberto Cidade informou que a demanda partiu de lideranças locais após a população gabrielense enfrentar sucessivas interrupções no fornecimento de energia elétrica por conta de falhas de uma usina operada pelo produtor independente VPower. Ao menos desde janeiro deste ano, os moradores enfrentam interrupções no serviço no município.
“A situação ainda não foi plenamente solucionada e, na prática, o que ocorre é um ‘verdadeiro racionamento escancarado de energia’, atingindo aproximadamente 46 localidades, entre áreas residenciais, militares e comerciais”, disse o parlamentar, que recebeu o título de Cidadão Gabrielense em dezembro de 2025.
De acordo com o presidente da Aleam, o transtorno gera prejuízos às famílias, ao comércio e aos serviços essenciais do município. Cidade chamou atenção ainda para o fato de São Gabriel da Cachoeira concentrar a maior população indígena do Brasil, o que, segundo ele, torna a situação ainda mais grave diante da vulnerabilidade social e territorial da região.
“As interrupções ocorreram em horários considerados mais sensíveis para a população, inclusive durante a madrugada. É inadmissível que a população de São Gabriel da Cachoeira esteja sendo submetida a interrupções de energia justamente em diversos horários e até mesmo durante o período de descanso, penalizando famílias inteiras, trabalhadores e crianças. Imagina você estar dormindo e meia-noite a energia ser desligada, voltando só ao amanhecer”, pontuou Cidade.
Segundo o presidente da Aleam, o requerimento cobra um posicionamento claro da concessionária, com apresentação de prazo concreto e cronograma efetivo para solução definitiva do problema.
“Caso a situação não seja resolvida, vou adotar medidas judiciais, a exemplo do que ocorreu em Manicoré, em 2025, quando a Justiça precisou ser acionada para garantir o restabelecimento do fornecimento de energia. Energia não é luxo. É um serviço essencial, é dignidade, é qualidade de vida e é condição básica para o desenvolvimento”, finalizou o presidente.
Texto: Michele Gouvêa
Foto: Herick Pereira


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