A Lei nº 6.647, sancionada pelo governador Wilson Lima em 28 de novembro, reforça a proteção ao tucunaré e cria novas perspectivas para o turismo sustentável no Amazonas. A norma proíbe a pesca comercial das subespécies tucunaré-açu (Cichla temensis), tucunaré-vazoleri (Cichla vazoleri) e tucunaré-pinima (Cichla pinima) em qualquer período do ano, enquanto a pesca esportiva é permitida apenas na modalidade “pesque e solte”.
“A curto prazo, a lei traz benefícios à espécie. Em médio e longo prazo, ela favorece o turismo e a pesca esportiva, que são fontes de renda para nossos agricultores e comunidades ribeirinhas”, destacou Daniel Boges, secretário da Sepror.
A legislação busca o repovoamento dos rios amazônicos, incentivando a recuperação da espécie e ampliando o atrativo para pescadores esportivos, especialmente turistas. Reconhecida como uma atividade econômica crescente, a pesca esportiva beneficia tanto guias locais quanto trabalhadores em pousadas e restaurantes.



Além disso, a lei criou o Fundo Estadual de Incentivo à Pesca Esportiva (Feipe), que investirá em estratégias de gestão, promoção do turismo e melhorias na qualidade de vida das comunidades envolvidas.
A legislação complementa medidas já existentes, como o período de defeso que vai de 15 de novembro a 15 de março e protege áreas sensíveis como o Rio Negro e o Lago do Puraquequara. Assim, o Amazonas busca equilibrar preservação ambiental e desenvolvimento sustentável.
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(Foto de capa: Divulgação/Sepror)
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