Manaus 357 anos: Sindarma alerta para desafios na infraestrutura e segurança fluvial

Manaus 357 anos: Sindarma alerta sobre o futuro da infraestrutura e segurança fluvial na capital

Sindicato cobra investimentos em dragagem, sinalização hidroviária e reforço no combate à pirataria nos rios que abastecem a capital amazonense.

Às vésperas do aniversário de 357 anos de Manaus, celebrado neste sábado (24), o Sindicato das Empresas de Navegação Fluvial no Estado do Amazonas (Sindarma) chamou a atenção para os desafios da infraestrutura hidroviária e da segurança fluvial na capital. A entidade defende novos investimentos para garantir o abastecimento da população, melhorar a logística e fortalecer o desenvolvimento econômico da região.

Responsável por representar empresas que transportam produtos e insumos essenciais, como alimentos, medicamentos e veículos, o sindicato destaca que a navegação fluvial tem papel estratégico na economia amazonense. Para a entidade, o aniversário da cidade também é uma oportunidade para discutir medidas que assegurem melhores condições de transporte pelos rios nas próximas décadas.

O vice-presidente do Sindarma, Madison Nóbrega, afirma que os investimentos públicos na infraestrutura portuária e hidroviária não acompanharam as necessidades do setor ao longo dos anos. Segundo ele, a atuação de empresas privadas na construção e operação de terminais ajudou a ampliar a capacidade de atendimento à demanda de Manaus.

Estiagens ameaçam a logística e o abastecimento

Outro ponto destacado pelo sindicato é o impacto das estiagens severas sobre a navegação. A redução do nível dos rios dificulta o deslocamento de embarcações, exige mudanças nas operações de transporte e aumenta os desafios logísticos para empresas e consumidores.

De acordo com a entidade, as transportadoras têm investido em planejamento operacional, readequação de comboios e novas tecnologias para enfrentar os períodos de seca. No entanto, o Sindarma avalia que essas medidas precisam ser acompanhadas por ações permanentes do poder público para reduzir os riscos de interrupção do transporte e de desabastecimento.

Os impactos também podem atingir o Polo Industrial de Manaus (PIM), que depende de uma cadeia logística eficiente para receber insumos e escoar a produção.

Sindicato alerta para ataques de piratas nos rios

A segurança das embarcações e dos terminais portuários é apontada pelo Sindarma como uma das principais preocupações do setor. Segundo a entidade, grupos criminosos têm realizado ataques a comboios, balsas e embarcações atracadas na orla de Manaus.

Madison Nóbrega defende uma atuação integrada das forças de segurança para combater os crimes e proteger trabalhadores, empresas e cargas transportadas pelos rios.

Para o sindicato, o problema ultrapassa os interesses das transportadoras, uma vez que a insegurança pode afetar o abastecimento, a atividade econômica e o meio ambiente.

Dragagem permanente é uma das reivindicações

Entre as medidas defendidas pelo Sindarma está a criação de um programa permanente de dragagem, acompanhado da instalação e manutenção de sinalização e balizamento nos trechos críticos das hidrovias utilizadas no transporte de cargas.

A proposta busca melhorar as condições de navegabilidade e reduzir a necessidade de intervenções emergenciais durante os períodos de estiagem. A entidade também reivindica o reforço do policiamento ostensivo nos rios e nas áreas portuárias.

O sindicato afirma que o planejamento de longo prazo é fundamental para garantir a continuidade do transporte fluvial e preservar a competitividade econômica de Manaus.

Com a proximidade dos 357 anos da capital, o Sindarma reforça que o futuro da cidade está diretamente ligado à conservação de suas rotas fluviais, à modernização da infraestrutura e à segurança de quem depende dos rios para trabalhar e transportar mercadorias.

Foto: Assessoria de Imprensa

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