A Orquestra de Câmara do Amazonas (OCA) apresenta o concerto “A morte”, no Teatro Amazonas, nesta quinta-feira (4). A apresentação, que ocorre às 20h, faz parte da programação do 25º Festival Amazonas de Ópera. A entrada é gratuita.
O concerto traz várias leituras sobre o tema que sempre esteve presente em criações artísticas. Conforme o diretor musical, Marcelo de Jesus, “um tema amargo, mas inevitável”.
“A morte surge de várias formas, ideias, resultados. Uma delas é o amor, que permeia a maioria das canções deste concerto”, completou o diretor, que também assume a regência da noite.
O recital, de formato inédito, tem a participação de dois solistas brasileiros, a soprano Daniella Carvalho e o barítono Homero Velho.
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O concerto
O concerto é apresentado em duas partes. A primeira traz as obras “Canções e danças de morte”, de Modest Mussorgsky e “Romances OP. 73”, de Tchaikovsky. Originalmente escritas para canto e piano, as obras foram transcritas exclusivamente para o festival por Marcelo de Jesus.
“O ciclo de Canções e Danças da Morte é considerado uma obra-prima no gênero. Cada música lida com a morte de maneira poética, embora as representações sejam realistas, pois refletem experiências não incomuns na Rússia do século XIX: morte infantil, morte na juventude, desventura bêbada e guerra”, destacou o regente.
Sobre a obra de Tchaikovsky, Marcelo faz suas considerações e adiantou que o romance “Novamente, como antes, sozinho” é uma das canções mais tristes e profundas de toda a literatura musical.
Na segunda parte, a OCA executa a 14ª Sinfonia de Shostakovich, uma obra singular que pode ser lida como um ciclo de canções sobre a morte. A obra contém 11 movimentos, cada um referente a um poeta: Lorca, Apollinaire, Küchelbecker e Rilke. A escolha não foi aleatória, todos os poetas morreram de forma não-natural, causada por assassinato, opressão e guerra.
Durante a execução da sinfonia, haverá projeção de arte digital criada pelo artista plástico amazonense, ManausMacaco, que encontrou inspiração nos textos, misturando a estética de elementos dos séculos 19 a 21.
“Morte e amor são transformadores. Quando ouvi a sinfonia pela primeira vez, meu primeiro sentimento foi do amor, mesmo se tratando da morte não natural; o amor do artista pela arte, sem ele, esta sinfonia não existiria”, ressaltou ManausMacaco.
Por G1 Amazonas


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