No dia 1.º de maio, a editora Valer celebrará o dia do Trabalhador, com bate-papo e música ao vivo, com a apresentação de Bernardo Mesquita e a turma do Beiradão, a partir das 10h, no salão de eventos da Valer Teatro, no Centro Histórico de Manaus.
O evento, com entrada gratuita, trará o professor e pesquisador Bernardo Mesquita, que irá abordar o livro de sua autoria ‘Das beiradas ao beiradão: a música dos trabalhadores migrantes no Amazonas’, publicado pela Valer, resultado de mais de 20 anos de pesquisas sobre a música na Amazônia.
“Este livro mergulha fundo na história dos trabalhadores músicos amazonenses. Propõe-se investigar as transformações históricas produzidas por estes músicos no processo de sua integração dependente e monopolística ao capital global. A música amazonense desenvolveu-se através das transformações nas formas de produção e reprodução da vida material, processos de imigração vertiginosos e por meio de novas relações de produção, distribuição, troca e consumo de música”, informou o autor.
Para a coordenadora editorial da Valer, trazer o beiradão no dia do Trabalhador tem um forte significado, já que essa música nasceu dos trabalhadores amazonenses.
“A editora Valer orgulha-se de ser uma voz das Amazônias. Nesse sentido, o livro de Bernardo Mesquita é importante no nosso catálogo. O autor é um estudioso do tema. Na condição de paraense, ele faz a interligação entre os Estados do Amazonas e do Pará, por isso será uma grande festa e uma oportunidade de conhecermos mais as nossas Amazônias’, disse Neiza.

O cantor e compositor amazonense, Hadail Mesquita, um dos precursores do “beiradão” como gênero musical, assina o prefácio da obra.
“É inegável que o beiradão é um fenômeno cultural. Não é uma cultura sazonal, é o ano inteiro, são 17 mil quilômetros de rios, com festas o ano inteiro, tocando essa música. Uma cultura muito rica”, revela Hadail, que comanda o canal no YouTube, o “Portal Beiradão”, com milhões de visualizações.
No currículo de Bernardo Mesquita há uma vasta bagagem em conhecimentos musicais. Ele é professor de História da Música Brasileira na Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e estuda as práticas musicais da Amazônia sob a luz do marxismo latino-americano. São mais de 20 anos voltados para pesquisas sobre a música na Amazônia, sendo dez deles dedicados às pesquisas em Manaus.
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